Sapatos de verniz


Venho aqui hoje contar-vos uma história da minha infância.

O que tem de tão bonito na infância é a nossa inocência e como o mais simples pedido pode ficar para sempre gravado na memória dos nossos pais. Eu não me lembro do pedido em si mas tenho algumas recordações engraçadas que vieram daí...

Desde os meus, talvez, 4 anos que sou fã do Michael Jackson (poupem as piadas sobre isto porque o que vem a seguir tem mais piada =P ) e, como tal, gostava de tudo sobre ele: os caracóis, a forma de dançar, as músicas...e os sapatos. Na minha simplicidade de criança, nada me devia parecer mais óbvio do que pedir à minha mãe uns sapatos iguais aos dele!lol! Lá foi satisfeito o meu pedido e eu não podia estar mais contente!! Tinha uns sapatos pretos como os do Michael Jackson e que a minha mãe deixava usar com meias brancas e tudo!!lol!

Mas a alegria não durou muito... Encontrava-me eu em casa a exibir os meus sapatos novos, sentada em cima do sofá (mesmo em cima da parte de encostar a cabeça!!) com os pés em cima do apoio dos braços (mesmo à exibicionista!!!lol!) e, num momento em que a vida me passou à frente dos olhos, os sapatos escorregaram e lá foi a Joaninha pequinina pelo sofá abaixo! Fiquei, literalmente, dobrada a meio entre o sofá e o armário! Quem presenciou a cena, lembra-se apenas de ver uns sapatos de verniz no ar vindos de trás do sofá...

Felizmente, não me lembro das dores que devem ter surgido depois, mas sei que nunca mais pedi sapatos de verniz à minha mãe...

Portas


Ninguém presta real atenção às portas. Até podemos passar por uma e dizer que é bonita, feia, estranha, branca, castanha, vermelha... Mas ninguém lhes dá a merecida atenção.

São as portas que nos abrem caminhos. Caminhos que não pensávamos existir ou que nos parecem impossíveis de seguir. Também há caminhos fáceis... Há quem tenha sorte a segui-los, outros nem tanto. Há portas que nos parecem difíceis de abrir mas das quais não desistimos; o que nos espera depois é uma surpresa.

Não é qualquer um que tem oportunidade de abrir várias portas... É preciso ter sorte também. Até podemos pensar que não há mais portas para abrir, até que alguém nos faz ver que não. E não é preciso ter medo de as abrir. Não podemos passar a vida a pensar naquelas que deixamos por abrir devido ao medo do que podia estar por detrás. Por vezes, as portas que nos indicam nem sempre são as mais adequadas para nós... Os outros podem não ver as portas que nós vemos ou podem, também, ter receio delas. Acredito que haja algumas portas ocultas que só encontramos depois de muito procurar. Ou então só aparecem quando estamos preparados.

As portas são importantes e devíamos prestar-lhes alguma atenção.

Algumas portas foram abertas... Desejem-me sorte!

Quem me dera...


"O senhor Ega tinha deixado uma carta (a Carlos da Maia). E tinha dito: «Baptista, vou pastar.»

A carta, a lápis, numa larga folha de almaço, dizia:

Assaltou-me de repente, amigo, juntamente com um horror à caliça de Lisboa, uma saudade infinita de Natureza e do verde. A porção de animalidade que ainda resta no meu ser civilizado e recivilizado precisa urgentemente de espolinhar-se na relva, beber no fio dos regatos, e dormir balançada num ramo de castanheiro. (...)"

"Os Maias", Eça de Queirós


Quem me dera ser o João da Ega às vezes... e simplesmente "ir pastar"...

Páscoa!

Espero que a vossa Páscoa tenha sido boa! A minha foi hilariante...
Lá íamos nós (meus pais e eu) a caminho da digníssima aldeia de Santa Comba da Vilariça (pertencente ao concelho de Vila Flor, distrito de Bragança), terra de meus avós paternos, até que chegamos a uma portagem. O meu pai começa a abrir o vidro e repara que algo está errado... Só depois de já ter aberto o vidro, é que se lembra que este está estragado e que não fecha! Estão a imaginar a minha cara não? Então deviam ter visto a da minha mãe...lol!
Para tentar resolver o problema, o meu pai larga o volante e começa a puxar o vidro (muito à Macgyver)! E é claro que sobrou para mim porque tive de segurar no volante!! O meu pai lá o puxa e, para continuar a viagem, segura o vidro com o cotovelo e continua a guiar!!lolololol! Só visto...imaginem um guna de bigode e barrigudo a guiar com uma mão e com o outro braço na janela...lol! Durante todo este episódio só me deu para rir e, a certa altura, o meu pai ri-se também... BIG MISTAKE!! Lá se foi o vidro outra vez!! E desta vez enterrou-se mesmo todo!!! Parecia que estávamos num filme do Mr. Bean!lol!
Esta aventura durou até a minha mãe começar a bater mal e a mandar vir connosco... Lá encostamos o carro (como a gente crescida faz...) e começamos a tentar sacar o vidro daquele espacinho ínfimo que fica entre as borrachas. Conseguimos mantê-lo no sítio com um monte de papéis e cartões, suficientes para aguentar o resto da viagem...
Conclusão: o carro lá ficou na aldeia para arranjar e tivemos que voltar no carro do meu avô!lol!

Maconha...lol

Estava eu a fazer pesquisa académica e deparo-me com o seguinte artigo: "Consequências neuropsicológicas do uso da maconha em adolescentes e adultos jovens". Como boa pessoa k sou, decidi publicar aqui alguns "excertos" para alertar-vos sobre o uso desta substância.
Antes de mais, maconha é, no Brasil, o "nome popular dado à planta de nome científico Cannabis sativa (nunca tinha ouvido falar...) e o k varia no seu preparo (e capacidade de dar uma maior ou menor moca) é o conteúdo do ingrediente activo, o tetrahidrocannabiol" (nome giro...ou santinho como diz a Bal).
Agora (e saltando vários parágrafos realmente importantes sobre o assunto), vamos lá passar ao que interessa e referir os efeitos. Segundo o artigo supracitado, "os efeitos prazerosos (lol) da maconha são: sensação de relaxamento, os 5 sentidos ficam mais aguçados, qualquer coisa torna-se divertida, euforia e aumento do prazer sexual. Já os efeitos que causam desprazer (estes brasileiros só têm palavras engraçadas!!) são: ansiedade, pânico, paranóia, diminuição das habilidades mentais especialmente da atenção e memória, diminuição da capacidade motora e aumento do risco de sintomas psicóticos.".
Ora, qualquer bom português lê o que lhe interessa, ignora o resto do artigo e faz a sua própria análise do que pensa ser o mais relevante. Aqui vai: ansiosos, em pânico e paranóicos já todos andamos; habilidades mentais existem em quantidades residuais (e ninguém precisa disso hoje em dia, a não ser prestar atenção às cunhas e memorizar os seus nomes e contactos...); a capacidade motora também não é muito necessária porque quando se passa o dia no sofá só é preciso mexer bem o polegar pra mudar de canal; por fim, psicopatas já há muitos e mais alguns não fazem diferença... Sendo assim, vamos relaxar, aguçar os sentidos, fazer coisas divertidas, ficar eufóricos e...o último interpretem vocês...=P

Fica o alerta dado: VIVA A MACONHA!!!!!

O meu primeiro post


Que emoção! Finalmente tenho um blog!

Antes de mais quero agradecer à Rita Balouta por me incentivar e me mostrar como era fácil ter assunto para escrever num blog. Como tal, vou pegar na sua sugestão e lançar o primeiro tema...

A minha mãe é um ser único, tal como todas as mães que por aí andam, mas a minha tem a particularidade de dizer umas coisas engraçadas. Estava eu no sofá reduzida à minha insignificância, quando a minha adorada mãe me ameaçou de uma valente coça por, provavelmente, não ter lavado a loiça. A minha resposta só a chateou mais e então ela exclamou: "Estás na minha lista negra - disse a girafa à mosca...". A minha pobre mãe e a sua memória já não são as mesmas, o que levou a esta ligeira confusão entre uma girafa e uma zebra...lol! Até porque é difícil confundir listas pretas com manchas castanhas...lol!